Spesar do m-commerce ainda serpouco desenvolvido no Brasil, em comparação com o e-commerce, as vendas através de dispositivos móveis triplicaram em 2013, tornando o país o quinto maior mercado móvel do mundo em 2014, de acordo com a edição especial brasileira do Índice de Pagamentos Móveis da Adyen.
O estudo revela que as transações realizadas por meio de dispositivos móveis no Brasil têm aumentado substancialmente nos últimos 12 meses. De todas as transações online realizadas por smartphones, o crescimento foi de 2,5% em junho de 2013 para 5,5% em maio de 2014. A participação total de todos os pagamentos móveis feitos no Brasil - incluindo tablets - aumentou de 5,4% para 8,7% no último ano.
Em relação a preferências de dispositivos móveis, smartphones iOS (2,7%) e Android (2,7%) são os mais populares para os brasileiros que costumam realizar transações online, e logo após, com 2,6%, estão os iPads. Tablets Android mantêm uma parcela significativamente menor de 0,6% em todas as transações, mostrando poucos sinais de crescimento ao longo dos últimos 12 meses.
"Uma grande parte deste crescimento é resultado do aumento do número de comerciantes internacionais que estão entrando no mercado com ofertas móveis sob medida, que levam em conta as características específicas do cenário de pagamentos brasileiro", explica Jean Christian Mies, vice-presidente sênior da Adyen na América Latina.
Para muitos comerciantes que buscam ganhar espaço na América Latina, o Brasil é uma opção atraente por ser um dos principais mercados. Em 2013, o País representou 61% do mercado de e-commerce da América Latina, e este setor obteve um aumento de 28%. Com uma população de quase 200 milhões de pessoas, o Brasil tem aproximadamente 107 milhões de usuários de internet, dos quais havia uma estimativa de 60 milhões de compradores online no segundo semestre de 2013.
O "Adyen Global Mobile Payments Index" (Índice Global de Pagamentos Móveis da Adyen) é baseado nos dados de transação de pagamentos globais da Adyen. Este levantamento foi criado para acompanhar a rápida evolução dos dispositivos móveis como forma de pagamento e fornecer dados sobre as tendências de pagamento móvel para diferentes meios, nichos de mercado e localidades. A Adyen processa pagamentos para mais de 3,500 multinacionais de médio e grande porte. A companhia processou mais de USD 14 bilhões de pagamentos em transações em 2013, dos quais USD 2.2 bilhões foram transações móveis.
Confira outros indicadores do Brasil.
A fabricante de computadores Dell começou a aceitar a moeda virtual Bitcoin como forma de pagamento em seu e-commerce. A novidade foi anunciada pelo presidente da companhia, Michael Dell, em seu perfil no Twitter.
Em comunicado, a empresa explica que o meio de pagamento será aceito para a compra de qualquer produto pelos sites de consumidores e pequenos negócios somente nos Estados Unidos. A Dell fez uma parceria com a Coinbase, que será responsável pelo processamento dos pagamentos.
Nos próximos dias, a fabricante está oferecendo um desconto de 10% nos sistemas Alienware - subsidiária da Dell - em um limite de até US$ 150 quando a compra for feita com a moeda virtual.
A Dell disse que começou a aceitar a nova opção de pagamento porque ela oferece mais facilidade, flexibilidade e oferece custos menores de processamento.
Lançado em maio no Brasil, o Spotify é um dos serviços de streaming de música mais populares atualmente, presente em 67 países. Antes de ser lançado no País, 400 mil brasileiros já usavam o aplicativo, e, embora não divulgue números ainda sobre o desempenho no Brasil, a empresa garante que o serviço está tendo um “crescimento incrível”.
A ambição da empresa é que o Spotify chegue a todos os países do mundo e atingir "todas as pessoas na Terra", segundo Gary Liu, diretor do Spotify Labs. Em entrevista ao Terra, ele também comentou sobre a influência da tecnologia no setor, o futuro da indústria da música e o combate à pirataria.
Terra - Como a tecnologia pode ajudar a divulgar a música?
Gary Liu - A tecnologia removeu completamente as barreiras da música, que costumava ser muito “física”. O que acontecia há dez, quinze anos, era que você tomava a decisão de comprar ou não um álbum baseado em uma música que escutava no rádio, e o álbum custava cerca de US$ 20. Hoje, você se apaixona por um artista e não precisa pagar para descobrir todas as suas músicas. A tecnologia possibilita que as pessoas escutem mais músicas e por muito mais tempo do que costumavam fazer. A música é móvel agora, onde quer que as pessoas vão, elas procuram música para qualquer atividade, e esta é a primeira mudança que a tecnologia trouxe. A segunda é que ficou incrivelmente fácil compartilhar uma música. No passado, era preciso gravá-las em fitas ou CDs, e o artista não ganhava nenhum dinheiro com isso. Agora, eu compartilho pelo Spotify, SoundClound, YouTube e o artista vai ganhar dinheiro pelos cliques. E, por fim, a tecnologia diminuiu dramaticamente os custos para um artista criar música e vendê-la. Antes, era preciso ir a um estúdio de gravação, ninguém tinha o próprio equipamento em casa...agora qualquer artista pode gravar músicas incrivelmente boas no próprio quarto ou garagem e divulgar no YouTube. Os artistas independentes podem vender sua música pelas redes sociais e se ela for boa, será descoberta por dez milhões de pessoas. Para atingir tanta gente, era preciso fazer uma turnê e vender CDs nos shows.
Terra - Qual é o futuro da indústria da música? E como você vê o Spotify em dez anos?
Gary Liu - Acredito que o formato que temos agora de streaming é tão pequeno e móvel e provavelmente é o formato que teremos por um bom tempo. Com ele, as pessoas têm acesso à música sem precisar possuir cada single, acho que o modelo atual é o futuro. O que acredito que vai mudar é que esta maneira de conseguir música se tornará a maneira dominante, o jeito que cada pessoa vai usar. O Spotify está em 67 países, espero que em dez anos esteja em cada país do mundo e que todo mundo na Terra tenha acesso a todas as músicas.
Terra - Em relação aos artistas, eles serão pagos da maneira que deveriam ou sofrerão algum tipo de crise?
Gary Liu - A indústria musical é altamente lucrativa, e por ter encontrado uma maneira de monetização, o Spotify encontrou um jeito que faz muito mais sentido aos artistas. Esta é a razão pela companhia ter sido criada, desde o começo queríamos criar um produto no qual o artista fosse pago. Retornamos à indústria US$ 500 milhões todo ano, e no último ano, foi US$ 1 bilhão, 70% da nossa receita é devolvida à indústria, e temos muito orgulho disso. Além disso, países como Suécia e Noruega reduziram a pirataria. Desde o nosso lançamento em 2008 na Suécia, o país teve 30% de redução na pirataria, e esperamos ver isso em todos os lugares do mundo, nosso objetivo é e sempre será ajudar os artistas a serem pagos, e acredito que estamos acelerando essa mudança.
Gary Liu, diretor do Spotify Labs, área da empresa que analisa os hábitos de uso do aplicativo pelos consumidores
Foto: Divulgação
Terra - Você pode explicar o papel do Spotify Labs? Vocês têm dados sobre os hábitos dos usuários?
Gary Liu - Nós realmente olhamos como os consumidores usam nossa plataforma para construir um produto melhor, desenvolver novas funções. O que sabemos é que as pessoas escutam muita música, seja no computador ou celular, a média é de 147 minutos de música por dia, o que são mais de duas horas e meia. E nessas horas, elas escutam diferentes tipos de música, não apenas um estilo. Por exemplo, quando elas acordam, escutam um estilo diferente do que quando estão trabalhando ou quando estão em casa recebendo amigos para uma festa. Entender quais atividades elas estão fazendo, em qual humor estão é importante para que possamos ajudá-las a criar uma playlist única onde quer que estejam. Sabemos que, à tarde, os usuários procuram música para se concentrar, e essa é uma das funções que estamos trabalhando.
Terra - Você pode explicar melhor essa funcão?
Gary Liu - Na verdade é um recurso que já existe. Ao abrir o aplicativo, na seção “navegar”, o usuário encontra uma seleção organizada por profissionais baseada em seu humor e atividade. Agora, se ele navegar por lá em diferentes momentos do dia, a seleção muda. Dessa forma, usamos os dados para compartilhar melhor as músicas, trabalhamos com predição para descobrir o que é mais útil.
Terra - Existe algum estilo de música que é preferido pelos usuários do Spotify? Há dados também sobre o consumidor brasileiro?
Gary Liu - Temos todos os dados de todos os usuários, todas as músicas catalogadas - são cerca de 30 bilhões de faixas. Também adquirimos uma empresa chamada Echo Nest no início do ano, que é a melhor empresa de dados de música, que nos ajuda a lembrar quais músicas um usuário gosta e suas preferências. Ainda não estamos preparados para divulgar os dados do Brasil, porque o lançamento no pais é muito recente, mas com certeza teremos em uns dois meses.
Com opção mensal de R$ 14,90, Spotify chega ao Brasil
Terra - Como você vê a concorrência com outros aplicativos, rádios online e plataformas de vídeo como Youtube?
Gary Liu - O Spotify é um produto único, porque temos a funcionalidade a qualquer hora, em qualquer lugar, não existe outro produto como ele no mercado. Alguns oferecem somente um tipo de música, em um tipo de dispositivo, ou não permitem criar playlists, e o Spotify tem tudo isso. Internamente, focamos muito na pirataria, é nosso principal concorrente.
Terra - Qual seria a solução para combater a pirataria na internet, onde é fácil baixar músicas de graça por torrent, por exemplo?
Gary Liu - No final das contas, a pirataria é uma questão de conveniência, porque é grátis. O Spotify é a solução, porque praticamos o mesmo preço - ou seja, de graça -, e oferecemos todas as músicas do mundo da maneira que você quiser. Para baixar pirata, é preciso encontrar um website que seja seguro para fazer o download de álbuns. No Spotify, é mais fácil, você não precisar passar por isso, só precisa literalmente digitar no campo de busca e clicar para ouvir, tudo de graça.
Terra - Como é a relação do Spotify com as grandes gravadores e com os selos independentes?
Gary Liu - Nos orgulhamos da nossa relação com as gravadoras, temos um relacionamento muito forte, e desde sempre queríamos fazer as coisas do jeito certo, usando a música legal. Como somos transparentes com o quanto de dinheiro ganhamos, elas confiam em nós. Com as indies, trabalhamos muito para tornar um artista mais visível, temos uma equipe que só lida com os artistas e gravadoras, para que eles saibam como tirar vantagem das novas tecnologias, aumentar o alcance de sua obra e, eventualmente, ganhar mais dinheiro. Além disso, antes de lançar o serviço em qualquer país, fazemos questão de alcançar a música nativa, e conversamos com gravadoras independentes em todos os países para que seus artistas sejam representados em nossa plataforma.
Discretamente, o Facebook (finalmente) lançou o aplicativo do Messenger para o iPad.
Disponível na iTunes App Store desde a semana passada , a versão do app para o iPad do Messenger parece ter todos as funcionalidade da versão 7.0 do Facebook Messenger para o iPhone, incluindo a capacidade de fazer chamadas gratuitas.
Entre os novos recurso, está a possibilidade de salvar as conversas em vídeo na câmera do seu celular.
Para baixar o app, clique aqui.
A rede de lojas Wal-Mart reduziu drasticamente, desde sexta-feira (27/06), os preço dos iPhone 5S e iPhone 5C da Apple para, respectivamente, US$ 99 e US$ 29, associados à compra com um plano de dois anos de serviço com operadora nos EUA. A oferta só vale para as lojas físicas e para aparelhos com 16 GB.
Com esse corte, o iPhone 5S nas lojas Wal-Mart passa a custar 50% menos que o preço de lista da própria Apple e o iPhone 5C fica 71% mais barato que na Apple. O Wal-Mart também cortou o preço nas lojas para os modelos de 32GB dos iPhone 5S e 5C para US$ 199 e US$ 129, respectivamente.
Chegada do iPhone 6
Uma explicação para o movimento de derrubada de preços pode ser a eventual chegada, em setembro, do "iPhone 6". Nos últimos dois anos, a Apple tem lançado novos iPhones no final do terceiro trimestre e os dados mostram que a expectativa dos consumidores por novidades derruba a venda de aparelhos: em 2013, as vendas de iPhones caíram 17% no segundo trimestre do ano, comparadas com primeiro trimestre. E em 2012 a queda foi de 28% no mesmo período
Muitos analistas acreditam que a Apple vá repetir este ano seu cronograma de lançamentos com novos smartphones e o Wal-Mart poderia estar liberando estoque para receber os novos modelos e possivelmente esquentar as vendas para evitar encalhe.
Ou, simplesmente, tentando atrair mais clientes para as lojas físicas, já que os aparelhos não podem ser comprados online por esse preço. Uma porta-voz do Wal-Mart declarou, sobre o assunto, que "estamos apenas oferecendo aos nossos consumidores o melhor preço para a tecnologia que eles estão procurando".
Queima de estoque
A Apple também percebe as viradas de humor do consumo. A empresa admitiu anteriormente que a especulação em torno dos novos recursos do próximo iPhone cria ansiedade no consumidor e faz com que ele adie sua compra até que o mais novo modelo chegue ao varejo. "Lemos os mesmos rumores e especulações que vocês sobre um novo iPhone e acreditamos que isso interrompe a decisão de compra dos consumidores", afirmou o então CFO da Apple, em 2012, durante uma conferência com analistas de mercado sobre os resultados financeiros da companhia no segundo trimestre.
Portanto, é válido imaginar que o Wal-Mart, talvez com a benção da própria Apple (ou pelo menos sem sua reprovação) tenha cortado os preços para subir as vendas nas semanas que precedem o lançamento do que pode ser o iPhone 6. Se a Apple mantiver um cronograma igual ao de 2013, é lícito esperar o lançamento de novos iPhones perto de 9 de setembro e início das vendas por volta de 19 de setembro. Portanto, dentro de pouco mais de dez semanas.







