O fundador e executivo-chefe do aplicativo de mensagens para celulares WhatsApp, Jan Koum, disse na terça (16) que sua plataforma já conta com mais usuários do que a rede social Twitter, segundo declarou na conferência D: Dive Into Mobile, organizada pelo site de tecnologia "All Things Digital".
O evento, que está sendo realizado em Nova York, serviu para que Koum propagandeasse a popularidade da ferramente que foi lançada em 2009 como uma alternativa para os serviços tradicionais de mensagens entre telefones celulares.
WhatsApp é um aplicativo que custa US$ 0,99 (R$ 2) para ser baixado e que permite enviar mensagens ilimitadas entre seus usuários usando conexão 3G ou wi-fi.
Atualmente, são produzidas cerca de 18 bilhões de mensagens diárias nesta plataforma, que já conta com milhões de usuários, embora Koum tenha se limitado a confirmar que é superior ao número da rede social Twitter.
Oficialmente, o Twitter estima em 200 milhões o número de usuários mensais de seu serviço de mensagens curtas.
Apesar dos rumores de compra por parte do Facebook e Google, o WhatsApp negou que mantenha conversas para sua venda, segundo All Things Digital.
Koum prevê um futuro promissor para o WhatsApp à medida que aumente a quantidade de pessoas com acesso a um telefone com conexão à internet.
"Uma vez que isso ocorra, será extremamente simples rentabilizar a aplicação", comentou Koum nesse fórum nova-iorquino que começou na segunda-feira e será concluído hoje.
Koum descartou que pretende obter mais renda com uma política sobre a inserção de anúncios publicitários.
"Temos um manifesto que se opõe à publicidade. Estamos orgulhosos. Quem gosta de anúncios? Nos bombardeiam tanto em nossa vida diária que sentimos que os telefones inteligentes não são o lugar para isso. Não queremos ser interrompidos com anúncios", disse Koum.
Com um produto mais barato e usando a popular plataforma Android, a HP, maior fabricante mundial de PCs, busca uma segunda chance no mercado de tablets.
No início do segundo semestre, a empresa lança no Brasil o Slate7, para competir no segmento de tablets baratos. Nos Estados Unidos, o produto foi apresentado neste mês por US$ 169.
A investida ocorre menos de dois anos após uma incursão frustrada num produto cujo crescimento --de 78% só em 2012-- é apontado como um dos motivos para o declínio dos PCs nos últimos anos.
"Sabemos que [a expansão do mercado de tablets] é um movimento sem volta e não podemos ficar de fora", diz Oscar Clarke, presidente da HP no Brasil.
Em 2011, a HP decidiu acabar com seu tablet TouchPad semanas após o lançamento.
A missão foi abortada diante das críticas negativas do mercado e, segundo a HP, na época, pelas vendas fracas.
Hoje, a empresa diz entender que o sistema operacional do aparelho (o WebOS, herdado da Palm, comprada pela HP em 2010) era pouco atrativo aos desenvolvedores e, portanto, "pobre em aplicativos para o consumidor".
Desde o sepultamento do Touchpad, a companhia lançou tablets apenas para o mercado corporativo.
TRANSIÇÃO
Com 28% de suas receitas globais vindas de PCs, a HP enfrenta uma transição para a era da computação móvel.
Segundo dados da consultoria IDC, o mercado de computadores recuou 14% no primeiro trimestre deste ano. As vendas da HP, de acordo com a IDC, caíram 23,7%.
Além do avanço dos tablets, analistas apontaram o Windows 8 como um dos "culpados" pela retração.
Lançado em outubro, o sistema operacional da Microsoft trouxe mudanças consideradas radicais de usabilidade para o usuário.
Para Clarke, "é um fato que as vendas dos Windows 8 estão aquém das expectativas".
Mas, por trás disso, está um movimento mais amplo: o predomínio das arquiteturas e sistemas operacionais usados nos dispositivos móveis sobre os dos PCs, diz ele.
"Entendemos esse momento do mercado e estamos diversificando", afirma.
Segundo ele, a HP está lançando mais produtos com o sistema Android e não descarta a entrada em smartphones -possibilidade já levantada pela presidente mundial da HP, Meg Whitman.
Desde 2011, quando assumiu o comando da companhia fundada em 1939, Whitman lidera uma reestruturação nos negócios da empresa, que chegou a perder metade de seu valor de mercado e foi acusada por investidores de erros de gestão e perda do potencial de inovação.
EDUCAÇÃO
Em meio aos esforços para se reposicionar no mercado de consumidores finais, a HP anuncia, na próxima semana, uma nova estratégia para ampliar sua atuação no segmento de educação.
A empresa firmou parcerias com empresas como Editora Saraiva e Kroton (grupo de ensino superior) para oferecer produtos e serviços em capacitação de professores e produção de conteúdo.
O objetivo é atacar os mercados público e privado de ensino digital no Brasil.
"Vamos tentar oferecer ao mercado uma solução mais abrangente, que ajude a fazer essa mudança (para a educação digital)", diz Cláudia Braga Amaral, diretora de planejamento estratégico.
Até então, a companhia vendia apenas infraestrutura (PCs e redes, por exemplo).
A Samsung anunciou nesta quinta (11) o Galaxy Mega, celular que será vendido nas versões com tela de 5,8 polegadas e outra com tela de 6,3 polegadas, sendo o último smartphone o maior da fabricante sul-coreana.
O Galaxy Mega, que é equipado com o sistema Android 4.2 (Jelly Bean), será lançado na Europa no mês que vem. Outros mercados receberão o telefone depois disso, "gradualmente", segundo a empresa.
A título de comparação, o Galaxy Note 2, aparelho mais novo da linha que inaugurou a era dos "phablets" (celulares gigantes), tem tela com 5,5 polegadas.
A empresa diz que o Galaxy Mega é portátil o suficiente para segurar em uma só mão e para ser colocado em um bolso.
Segundo o site " Sammy Hub", o Galaxy Mega 6.3 chegará à Holanda por 599 euros (cerca de R$ 1.550), mesmo preço pelo qual foi lançado o Galaxy S 3.
O Galaxy Mega 6.3 tem resolução de 1.280 x 720 pixels, abaixo da do Galaxy S 4, topo de linha da fabricante (que será lançado no dia 26 de abril), que conta com 1.920 x 1.080 pixels distribuídos pelas 5 polegadas de sua tela.
Entre suas especificações, talvez o destaque seja a capacidade da bateria, de 3.200 mAh, se comparada à do Galaxy S 4 (2.600 mAh) ou à do iPhone (1.440 mAh). A bateria do Motorola Razr Maxx é o principal atrativo do aparelho e tem 3.300 mAh de capacidade.
Seu processador, de dois núcleos, roda a 1,7 GHz (o Galaxy Mega 5.8 usa um chip de 1,4 GHz de clock, também com núcleo duplo). As câmeras de ambos os Galaxy Mega criam imagens com 8 Mpixels e 1,9 Mpixel, nas unidades traseira e frontal, respectivamente.
Lançado neste mês em alguns mercados, o Huawei Ascend Mate, com tela de 6,1 polegadas e anunciado em janeiro, apresenta características semelhantes às do rival anunciado hoje.
O Facebook não precisa criar um telefone, como vem dizendo há muito tempo seu executivo-chefe, Mark Zuckerberg.
Mas a companhia precisa encontrar alguma maneira de desempenhar um papel maior em dar aos consumidores o que querem de seus telefones: maneiras de se comunicar, encontrar respostas para perguntas, comprar e ser entretidos. A empresa gostaria principalmente de virar essa fonte confiável para sua vasta maioria de usuários que vivem fora dos Estados Unidos e de quem, até agora, mal vem lucrando.
A rede social dará seu maior salto nessa direção até agora nesta quinta-feira (4), quando deve apresentar um celular de preço mediano e fabricado pela HTC, equipado com o sistema operacional do Google, o Android, e modificado para exibir o Facebook e seus aplicativos na tela inicial.
O celular do Facebook deverá se somar a dois anúncios de produtos nos últimos três meses: uma ferramenta de pesquisa que estimula o usuário a procurar e restaurantes a trilhas de corrida e um novo "feed de notícias", refeito para dispositivos móveis.
Os detalhes do suposto smartphone "Facebook-cêntrico" ainda estão encobertos. Mas a motivação já é certa.
"O Facebook quer se tornar, literal e figuradamente, tão próximo dos seus usuários quanto os celulares deles, no raio do alcance do braço quando eles estão buscando informações, notícias, maneiras de gastar o tempo, comprar, comunicar", diz Rebecca Lieb, analista do Altimeter Group.
Isso pode ser especialmente atraente se o novo telefone é acessível para usuários oriundos dos mercados emergentes: Brasil e Índia são os lugares de origem do maior número de usuários da rede social depois dos EUA, e tais dados estão crescendo rapidamente enquanto a popularização dos smartphones aumenta nesses países. Muitos fabricantes de celular indianos, por conta disso, instalam o Facebook em suas telas iniciais.
Mas o Facebook ganha muito pouco dinheiro com a publicidade para esses usuários internacionais.
Com a parceria com a HTC, uma fabricante de celulares taiwanesa, a rede social está sinalizando que está fazendo uma "guinada ao resto do mundo", diz Michael Pachter, analista da Wedbush Securities.
"Quanto mais pessoas você faz usar [o Facebook] em seus telefones, maior a quantidade de propagandas que você pode exibir", diz Patcher.
O Facebook ganhou um pouco mais de U$$ 4 por usuário na América do Norte e US$ 1,71 na Europa, mas pouco mais que US$ 0,50 em qualquer outro país, incluindo os grandes mercados brasileiro e indiano.
Anúncios são as principais fontes de renda do Facebook, e a empresa está sob pressão intensa de Wall Street para demonstrar que pode ganhar dinheiro rapidamente. O valor de suas ações ainda estão muito abaixo do seu preço quando da sua estreia na Bolsa, e muitos analistas atribuem isso à entrada tardia da companhia nos dispositivos móveis.
Zuckerberg anunciou no ano pasado que o Facebook estava se reformando para se tornar uma empresa com prioridades "móveis".
"Não é a estratégia correta para nós", disse a analistas de mercado durante uma conferência de resultados em janeiro. Ele preferiria ver o Facebook integrado a cada um dos dispositivos que o seu um bilhão de usuários tem em suas mãos.
Dois terços desses usuários usa o Facebook nos seus aparelhos portáteis.
O novo telefone voltado para o Facebook usará uma versão modificada do Android, relatou o "New York Times" na semana passada. Assim que for ligado, o aparelho mostrará o "feed de notícias" do Facebook.
"Eles [o Facebook] querem oferecer todos os serviços que os consumidores querem usar no mundo móvel", disse a analista do IDC Karsten Weide. "Eles querem ser a principal plataforma de internet."
A Apple está prestes a fechar um acordo com a Warner Music e com a Universal Music Group para lançar, no meio do ano, seu serviço de streaming de música gratuito, o iRadio.
As informações, obtidas pelo CNET por meio de "duas fontes familiares com as negociações", consolidam os rumores que têm ganhado força nas últimas semanas, sobre a possível aposta da empresa na indústria musical.
De acordo com o site, a Apple está oferecendo às gravadoras condições mais atrativas e novas maneiras de gerar receita, por exemplo, com anúncios em áudio desenvolvidos por sua própria plataforma de publicidade, a iAd.
O iRadio incluiria também uma forma rápida de o consumidor comprar, direto na iTunes Music Store, uma canção ou um álbum que estivesse escutando.
Grátis, o serviço se assemelha mais a serviços de streaming como Pandora do que Spotify, diz o CNET. Isso porque o iRadio não oferece áudio sob demanda, ou seja, o usuário não poderia escolher as músicas que deseja ouvir.
Segundo fontes ouvidas pelo site, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Austrália e Japão estão na lista dos primeiros países a receber a novidade, que pode ser apresentada na conferência anual de desenvolvedores da Apple, em junho.







