Serviço da operadora chega seis meses após concorrentes na capital paulista; conexão abrange 73% da área da cidade
RIO DE JANEIRO – A operadora Oi anunciou nesta sexta-feira o início da operação de sua rede de Internet móvel de quarta geração (4G) em São Paulo, seis meses depois de suas principais concorrentes.
As operadoras TIM, Vivo e Claro já oferecem 4G na cidade pelo menos desde abril.
Em comunicado, a Oi informou que a partir desta sexta-feira os clientes podem contratar os planos 4G em lojas próprias e algumas franquias, pagando a partir de R$ 59 mensais no plano de Internet para celular com 5 GB de franquia — não incluindo o pacote de voz.
“Estamos há dois meses fazendo tudo para afinar o 4G em São Paulo, porque se trata de um público extremamente exigente. Agora atingimos a qualidade que desejávamos”, disse à Reuters Roberto Guenzburger, diretor de produtos móveis da Oi.
Também nesta sexta-feira, Oi também inicia a oferta de 4G em Curitiba. A empresa já oferece a Internet móvel de quarta geração para clientes de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. Até 31 de dezembro, levará o 4G para Campinas e São Bernardo do Campo, em São Paulo, além de mais 14 cidades no país.
Apesar de ter lançado o 4G após as concorrentes, a Oi está adiantada em relação ao cronograma de obrigações estipulado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que prevê o atendimento de, no mínimo, 50% de cobertura do 4G em São Paulo, até 31 de dezembro. A cobertura 4G da Oi em São Paulo abrange 73% da área urbana da cidade.
“Trata-se de uma tecnologia não tão popular como o 3G, tanto em custo do aparelho como do serviço”, disse Guenzburger. “Não é uma tecnologia que vai se massificar nos próximos meses, pega mais o topo da pirâmide”, disse, sem dar estimativas de crescimento da base de clientes da Oi com a chegada do 4G em São Paulo.
Com 14 modelos de smartphones compatíveis com a tecnologia, a Oi oferece aparelhos com preços a partir de R$ 899. Até o fim de novembro haverá quatro novos modelos, totalizando 18 smartphones compatíveis com a rede de quarta geração.
A operadora também lançou os novos modelos de iPhones, da Apple, com preços a partir de R$ 1.999 reais para o iPhone 5C, e de R$ 2.799 reais para o iPhone 5S. Os clientes que adquirirem um dos dois modelos poderão se conectar às redes 4G e 3G, desde que tenham planos compatíveis.
Os motivos para se comprar uma televisão de até R$ 100 mil a qual sua grande novidade pouco pode ser aproveitada necessariamente passam mais pela emoção do que pela razão. O aparelho em questão é o televisor que reproduz com qualidade 4K da Sony. Os pontos a favor da compra são o sentimento de ser um dos primeiros consumidores no País a contar com um equipamento com a tecnologia em casa; o fato de, além do 4K, ele contar com uma série de outros recursos como reprodução 3D, Wi-Fi e aplicativos para conexão a serviços de internet; e a aposta de que em algum momento a previsão de que o 4K (ou Ultra HD) será mais popular que o Full HD será realidade. Porém, neste momento, são raríssimos os conteúdos produzidos com a qualidade 4K.
A Sony trouxe seu primeiro televisor 4K para o Brasil no final do ano passado (modelo importado de 84 polegadas e que custa R$ 99.999). Desde agosto deste ano, a fabricante passou a produzir dois modelos com a tecnologia no País, um de 55 polegadas e que vende por R$ 12.999 e outro de 65 polegadas (testado pelo Terra) e que é vendido por R$ 22.999.
Antes de falar sobre o equipamento, uma explicação sobre o que é e que benefícios traz a resolução 4K. O 4K é um padrão com maior qualidade de resolução. O que havia de melhor em termos de qualidade antes do 4K era o Full HD (ou 2K). No Full HD, a resolução da imagem é de 1.920 x 1.080 linhas (no total dessa conta, cerca de 2 milhões de pixels). Já no 4K, a resolução é de 3.840 linhas x 2.160 linhas (ou cerca de 8 milhões de pixels). Isso significa que a imagem é mais nítida e tem maior qualidade mesmo com televisores maiores, já que o número de pixel por polegada é maior.
A diferença entre o Full HD e o Ultra HD é sensível. Características como cores, brilho e nitidez (principalmente quando se está mais próximo ao televisor) têm visivelmente mais qualidade no 4K. Detalhes de expressão do rosto de uma pessoa, que em Full HD são bem percebidos quando há uma cena de enquadramento, são notados em Ultra HD mesmo quando há uma cena de um grupo, com os rostos distantes da câmera.
Porém, praticamente não há conteúdo produzido em 4K. Isso porque a produção deve não somente ser reproduzida por um equipamento com essa tecnologia, como também precisam ser captadas por câmeras 4K. Tanto que para o teste a Sony disponibilizou um aparelho reprodutor com alguns vídeos de 2min ou 3min produzidos com essa qualidade.
Para amenizar esse problema, os televisores da Sony são equipados com um processador que converte (somente imagens com qualidade Full HD, não funciona com HD) a resolução 2K em 4K, o chamado upscalling. No entanto, a diferença é pequena e a imagem convertida fica distante da qualidade do 4K "puro".
A TV 4K
A diferença entre o conteúdo gravado e reproduzido em 4K para o Full HD é algo como a diferença de som de um vinil para um CD, de uma imagem analógica para uma digital. A diferença é brutal. Cores ficam mais realçadas, detalhes de construções, expressões faciais e roupas são identificáveis mesmo sem um close no objeto.
Embora sem conteúdo puramente 4K disponível (no Brasil apenas um filme e um clipe foram produzidos com equipamentos Ultra HD; algumas emissoras de TV já possuem essas câmeras e também realizam testes), o gerente de marketing da Sony no Brasil Luciano Bottura acredita que a adoção da tecnologia será rápida - expectativa de dois anos para que as transmissões comecem a acontecer.
O executivo afirmou que alguns países já transmitirão a Copa do Mundo de 2014 com resolução 4K (embora no Brasil nenhuma emissora tenha apresentado esse plano).
Enquanto não é possível aproveitar a principal característica do aparelho (embora, de novo, a Sony acredite que essa será sua nova TV em algum momento), as funções de smart TV, como conexão Wi-Fi, aplicativos para conexão a serviços de filmes, músicas e notícias e o desenho do equipamento (as caixas de som são frontais para dar mais qualidade à reprodução) são motivos para levar o televisor para casa.
"É um produto que está sendo adquirido pela classe A", diz Bottura sobre a adoção da tecnologia. Outra vantagem que o executivo destaca é a possibilidade de encaixar o televisor na sala (cada vez menor) do brasileiro. Explica-se: com o Full HD (2K) a conta é de que o telespectador precisa estar a uma distância de três vezes a altura do aparelho para enxergar com nitidez a imagem (uma TV com 1m de altura precisa que o dono da casa posicione o sofá a 3m do equipamento). Já com o Ultra HD (4K), não é preciso respeitar essa distância, pois a qualidade da imagem (mais pixels por polegada) não permite que o telespectador note os pixels.
Hoje, cabe ao consumidor pesar as possibilidades que tem com a TV 4K e torcer para que o futuro chegue mais rápido. "Um dia com certeza o 4K vai substituir o Full HD", prevê o gerente da Sony.
Ficha técnica
Modelo: Sony 55X905
Tamanho: 55 polegadas
Preço: R$ 12.999
Fabricação: nacional
No mercado desde: agosto/13
Tecnologia: LED 4K, resolução aproximada de 8.29 megapixels, aplicativos para conexão com Netflix, Terra, Skype e Youtube), saídas de áudio frontais, reprodução de conteúdo 3D, conexão Wi-Fi, processador 4K X-Reality PRO (responsável pelo “upscaling”, ou melhora na resolução das imagens que não são transmitidas em 4K)
Dimensões: 1m40 (largura), 75cm (altura), 10cm (profundidade)
Modelo: 65X905
Tamanho: 65 polegadas
Preço: R$ 22.999
Fabricação: nacional
No mercado desde: agosto/13
Tecnologia: LED 4K, resolução aproximada de 8.29 megapixels, aplicativos para conexão com Netflix, Terra, Skype e Youtube), saídas de áudio frontais, reprodução de conteúdo 3D, conexão Wi-Fi, processador 4K X-Reality PRO (responsável pelo “upscaling”, ou melhora na resolução das imagens que não são transmitidas em 4K)
Dimensões: 1m68 (largura), 87cm (altura), 10cm (profundidade)
Modelo: 84X905
Tamanho: 84 polegadas
Preço: R$ 99.999
Fabricação: importada
No mercado desde: setembro 2012
Tecnologia: LED 4K, resolução aproximada de 8.29 megapixels, aplicativos para conexão com Netflix, Terra, Skype e Youtube), saídas de áudio frontais, reprodução de conteúdo 3D, conexão Wi-Fi, processador 4K X-Reality PRO (responsável pelo “upscaling”, ou melhora na resolução das imagens que não são transmitidas em 4K)
Dimensões: 2m13 (largura), 1m13 (altura), 9 cm (profundidade)
O 4K é um padrão com quatro vezes mais qualidade de resolução que o havia de melhor antes dele, o Full HD (ou 2K)
Os gastos com TI no Brasil deverão alcançar US$ 129,7 bilhões em 2014, com aumento de 3,6% com relação a 2013, cujo total projetado é de US$ 125,2 bilhões. As previsões fazem parte de estudo apresentado durante o simpósio Gartner/ITxpo 2013, que encerra nesta quinta-feira (7/11), no World Trade Center (WTC), em São Paulo.
A maior parcela desse montante será destinada aos serviços de Telecom, com investimentos da ordem de US$ 78 milhões em 2014, alta de 1,8% em comparação com os valores estimados em 2013. As aplicações móveis receberão US$ 22,4 bilhões, valor 1,7% maior que o aplicado no ano passado, segundo o levantamento do Gartner.
Já os serviços de TI atingirão gastos de US$ 21,2 bilhões em 2014, com elevação de 11,2% em relação ao montante desembolsado este ano. Os gastos com data center devem chegar a US$ 3,2 bilhões em 2014, um aumento de 4,9 % com comparação a 2013. Os investimentos com software totalizarão US$ 5 bilhões em 2014, chegando a 9,2% mais que o destinado este ano.
“A expansão do consumidor é fundamental para o crescimento sustentado dos gastos com TI no Brasil”, afimra Val Sribar, vice-presidente do Gartner, que fez o keynote de abertura do evento na terça-feira, 5/11.
Os analistas da Gartner afirmam que este é o início de uma nova era na qual todos os orçamentos de outros departamentos de empresa de algum modo incluem gastos com TI, já que cada negócio se tornar líder digital. Esse fenômeno está resultando no início de uma era: a Economia Industrial Digital.
“A Economia Industrial Digital será construída sobre as fundações do Nexo de Forças (que inclui confluência e integração de nuvem, colaboração social, informação e mobilidade) e da Internet das Coisas, combinando o mundo físico e o virtual”, diz Sribar.
Na opinião do executivo do Gartner, “a digitalização expõe cada peça de sua empresa e as operações da mesma a estas forças. É como você chega aos clientes, como você executa sua planta física e como gera receita ou presta serviços. Empresas que fazem isso hoje estão se destacando e vão liderar coletivamente a nova Economia Industrial Digital”, completa.
Ainda na opinião de Sribar, “a Era Digital vai mudar o mercado de TI em grande estilo por meio da Internet das Coisas”, diz Sribar. “Nos setores de telecomunicações e de tecnologia, a receita associada à Internet das Coisas vai exceder US$ 309.000.000 mil por ano, até 2020.”
Neste cenário da Economia Industrial Digital, de acordo com o Gartner, muitos dos fornecedores de TI que estão no topo hoje, como a Cisco, a Oracle e a Microsoft, podem acabar superados por novas empresas. “Há fornecedores novos que estão aprendendo a conviver com margens menores. Os mais tradicionais terão que lidar com isso”, explica Sribar.
Na opinião de Donald Feinberg, analista emérito do Gartner, estamos no limiar de uma guerra na indútsria de TI que começa a ser travadas a partir do ano que vem. “Estamos começando do zero”, diz ele.
Pesquisa de preços e corte de gastos ocupam a rotina de consumidores que sentem os efeitos da inflação alta.
Levantamento feito pelo instituto Data Popular mostra que o hábito de comparar preços teve uma escalada.
O avanço ocorreu em todas os grupos sociais, mas foi mais significativo nas classes C e D/E, nas quais a fatia de entrevistados que declarou pesquisar preços saltou de cerca de metade do total em março para aproximadamente 65% em setembro.
"Esse é o reflexo que já capturamos da conjuntura econômica menos favorável", disse Renato Meirelles, presidente do Data Popular.
O instituto ouviu 1.800 consumidores em 40 cidades de todo o país em setembro.
Quem não tem conseguido ajustar as contas pesquisando preços vem apelando para a redução de despesas.
O volume de bens de consumo não duráveis que compõem a cesta acompanhada pela consultoria Nielsen encolheu 2,6% no primeiro semestre deste ano.
Foi a primeira queda registrada nos primeiros seis meses de um ano desde, pelo menos, 2008. O valor dos bens monitorados (descontada a inflação) teve avanço pequeno de 1,9% no primeiro semestre.
"O consumidor está mais apertado, mais endividado e está sendo forçado a fazer escolhas", diz Ilo Souza, analista de mercado da Nielsen.
Segundo a consultoria, a busca pelos chamados atacarejos (que vendem quantidades maiores a preços mais baixos) aumentou muito.
TROCA DE MARCA
A garçonete Rosimeire Conceição, 28, que mora em Candeias (Bahia), foi uma que passou a fazer compras em atacarejos. Os descontos conseguidos ajudam, mas não têm sido suficientes para equilibrar o orçamento.
Por isso, ela também começou a substituir marcas em algumas categorias específicas. "Gosto de Omo e Brilhante. Mas quando não dá, compro Minuano, Ala, Ypê", diz.
Rosimeire conta ainda que parou de comprar eletrodomésticos e móveis e interrompeu a obra da lage: "A mão de obra ficou muito cara".
Os cortes no orçamento não se restringem a consumidores de baixa renda.
Há um ano, a produtora audiovisual independente Joyce Martirani, 37, tinha três ajudantes domésticos (faxineira, cozinheira e babá) e viajava pelo menos uma vez por mês para o litoral ou interior de São Paulo, ficando em hotéis com a família.
Mas o aumento do custo de serviços e alimentos, somado à redução do volume de trabalho e à queda da renda mudou a rotina familiar.
As aulas de balé e música das filhas foram cortadas, junto com as idas frequentes a restaurantes. A babá e a faxineira foram dispensadas. E as compras de supermercado ficaram mais racionais.
"Passamos a nos preocupar com ofertas", diz Martirani. "Continuamos comprando carne de primeira, mas uma vez por mês, para o mês inteiro, no dia da promoção mensal do Pão de Açúcar", diz ela. "Antes a gente comprava toda semana, com o preço do dia."
Gabo Morales/Folhapress
A produtora Joyce Martirani, que cortou viagens, babá, restaurantes e balé das filhas
PRESSÃO
Para o economista Luiz Roberto Cunha, a combinação entre inflação alta em alimentos e serviços sufocou o orçamento familiar. "O aumento da renda vinha gerando há algum tempo pressão nos preços de serviços. A alta dos alimentos a partir de 2012 piorou esse cenário", diz Cunha, que é professor da PUC-Rio.
Segundo economistas, a redução dos aumentos salariais acima da inflação tem contribuído para a necessidade de ajuste orçamentário das famílias. Daqui para a frente, a situação dos consumidores dependerá da tendência dos preços e do mercado de trabalho.
A Microsoft lançou nesta quinta-feira (7) a nova versão do seu navegador, Internet Explorer 11, para usuários do Windows 7. O browser havia sido liberado somente para quem tinha o novo sistema Windows 8 no dia 17 de outubro.
É possível baixar o navegador por meio do endereço windows.microsoft.com/pt-br/internet-explorer/download-ie. A empresa diz que o navegador ficou mais rápido e seguro.
Criticado por alguns desenvolvedores, o navegador da internet vem perdendo participação de mercado, principalmente por conta da ascensão do Chrome, desenvolvido pelo Google.







